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  17.01.2008 - INSS autoriza volta do consignado
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou nessa terça-feira a reabertura do processo de concessão de crédito consignado (com desconto em folha) aos aposentados e pensionistas. Os empréstimos estavam suspensos desde o dia 2/01 para que a Dataprev, estatal responsável pela folha de pagamentos da Previdência, adequasse o sistema às novas regras. A resolução com as normas foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
A assessoria do Ministério da Previdência informou ainda que determinou aos bancos o cancelamento e reavaliação pelas novas regras de qualquer operação que tenha sido realizada entre os dias 2 e 7 de janeiro.
A partir de agora, o prazo máximo de pagamento de um empréstimo consignado passa de 36 para 60 meses e fica estabelecido o limite máximo de 20% do valor do benefício que pode ser comprometido com as parcelas mensais de pagamento do crédito na modalidade tradicional (na qual o dinheiro é creditado em conta bancária) e de 10% para operações consignadas por meio do cartão de crédito. O teto dos juros que podem ser cobrados no crédito tradicional é 2,64% ao mês e no cartão é 3,70% ao mês.
O INSS afirmou que o objetivo das medidas não é ampliar nem restringir o crédito aos aposentados, mas estimular o uso do cartão de crédito nessa modalidade. As mudanças atendem a pedidos de entidades representativas dos aposentados e pensionistas que consideram o cartão mais seguro e protegido contra fraudes. Além disso, querem poder emitir cartões corporativos de suas entidades em parceria com bancos. Os juros máximos do cartão para aposentados de 3,70% são bem menores que os da média de mercado, de 10,3% ao mês. Os bancos não poderão cobrar anuidade, mas apenas R$ 15 de taxa de emissão. As compras parceladas serão limitadas a três vezes o valor do benefício, mas o desconto mensal da fatura do cartão estará limitado a 10% do valor mensal do provento. Caso a despesa exceda a esse porcentual o aposentado deverá liquidá-la de outra forma ou usar o crédito rotativo a juros de 3,70% ao mês.
O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos, Luiz Epaminondas, o Luizão, considerou as medidas positivas. ”Não foi alterada a margem consignável do benefício, que foi mantida em 30% no total.“ Para Luizão, o cartão de crédito traz vantagem, porque permite que o aposentado compre com prazo para pagar sem juro e até parcele compras no cartão sem juros, ”como acontece com todo mundo“.
A pensionista Marilena Hidalgo, de 51 anos, também aprovou as mudanças e ontem fazia pesquisa em busca das melhores condições para um empréstimo. Com benefício de R$ 700, ela diz que não quer saber de prazos maiores e prefere os 36 meses. ”Pago menos juros“, diz. Segundo a pensionista, a redução da margem do comprometimento da renda mensal de 30% para 20% ajuda a controlar melhor o orçamento.

Ele não vê risco de maior endividamento entre aposentados por causa da ampliação do prazo do empréstimo. ”A trava de 20% impede essa situação“, afirma. Mas a avaliação de alguns especialistas em crédito é que as medidas poderão estimular o endividamento, pelo uso simultâneo até o limite de crédito pessoal e cartão de crédito.

Com informações de Estado de SP - Isabel Sobral e Marcos Burghi e Rosangela Dolis


  17.01.2008 - Febraban descarta descontrole no crédito
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) descarta um possível aumento descontrolado do crédito. Segundo a instituição, os bancos estão em uma posição confortável pelas elevações em linhas como veículos e consignado e por terem controlado a inadimplência em 2007, estável na casa dos 4,5%. "Há uma tensão, mas não indícios", avalia o economista-chefe da Febraban, Nicola Tingas.
De acordo com pesquisa da entidade com os bancos, as operações de crédito em carteira dos bancos devem continuar crescendo fortemente em 2008, a uma taxa de 20,3%. Ele pondera, no entanto, que de fato algumas linhas subiram muito. "Há um crescimento forte na margem no cheque especial. Isso pode ser um indicador de endividamento. Num ano que se apresenta com mais volatilidade, como 2008, esse crescimento pode levar os bancos a alterar a gestão do risco", explica Tingas.
O crédito está crescendo, lembra o professor de Finanças do Ibmec e do LABFIN/FIA, Domingos Rodrigues Pandeló Junior, por causa do aumento da competição entre os bancos e da busca de retorno com a expansão dos volumes negociados, uma vez que os juros e as margens estão diminuindo. Para assumir fatias maiores do mercado, os bancos correm mais risco. Se não o fizerem, outro banco irá fazer.
O ponto positivo, acrescentou, é que os bancos adotaram modelos de análise avançados que projetam o risco que estão dispostos a aceitar e levam em conta essa informação ao fixar os juros cobrados.

Fonte: Valor Econômico


  15.12.2007 - INSS convoca segurados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou dia 28 de novembro Edital de Notificação, convocando 6.871 beneficiários que não foram encontrados pelos pesquisadores nos endereços declarados. O instituto esclareceu que esses beneficiários responderam ao censo por intermédio de procuradores ou representantes legais, de acordo com o INSS.
De acordo com o assessor da Previdência Social, Pedro Rocha, os editais foram publicados em jornais de maior circulação em cada estado brasileiro. Os comunicados por carta foram desconsiderados devido ao problema com os endereços dos beneficiários.
O segurado deve comparecer a uma agência da Previdência Social em 30 dias, munido de CPF, documento de identidade, comprovante de residência, número de identificação do trabalhador e título de eleitor. Os beneficiários podem esclarecer as dúvidas através do telefone 135 ou consultar os editais na página da Previdência Social, na internet, www.previdencia.gov.br.
Fonte: Agência Brasil

  13.11.2007 - Aquecimento da economia reduz inadimplência
A inadimplência das empresas brasileiras perdeu força em setembro, ficando 14,8% mais fraca do que em agosto e 1,6% menor do que a registrada em setembro de 2006. Segundo analistas da Serasa, responsável pela medição, a queda da inadimplência nesse período é decorrente do aquecimento da economia, que favorece a administração do fluxo de caixa das empresas e, por conseqüência, o pagamento das dívidas assumidas.
Apesar disso, o indicador de inadimplência da Serasa ainda acumula alta de 1,7% nos nove primeiros meses de 2007. Os analistas da Serasa atribuem esse aumento à significativa oferta de crédito disponível e às dificuldades enfrentadas pelos setores que sofrem com a concorrência dos produtos importados, prejudicados pela desvalorização do dólar frente ao real.
O levantamento mostra ainda que a maior parte das dívidas em atraso continuam sendo de títulos protestados, que responderam por 40,3% da inadimplência medida de janeiro a setembro. O valor da dívida média dos títulos protestados (R$ 1.483,37) cresceu 6,5% nesse período.
Já a inadimplência nos cheques sem fundo entre janeiro e setembro somou valor médio de R$ 1.157,00. Esse valor está 6,4% abaixo da média calculada no mesmo período do ano passado. Segundo a Serasa, os cheques sem fundo foram responsáveis por 38,3% da inadimplência no período.
As dívidas com os bancos foram a terceira maior via de inadimplência entre as empresas, com 21,5% das dívidas em atraso no período.
O valor médio dos compromissos em atraso com os bancos chegou a R$ 4.093,09 nestes nove meses, o que significa um crescimento de 12,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado.

  31.10.2007 - BMG mantém empréstimo consignado para servidores públicos federais

O Banco BMG continua autorizado pelo Ministério do Planejamento a fazer operações de crédito consignado para os servidores públicos federais. A portaria 1.976, do Planejamento, suspendeu por 90 dias apenas as transações feitas por entidades de classe, clubes e cooperativas.

Nesses casos, segundo o ministério, há indícios de que as entidades estariam utilizando recursos de instituições financeiras para oferecer crédito, que era descontado em folha como contribuição ou mensalidade, atividade que não é autorizada pelo Banco Central.
De acordo com pesquisa sobre crédito de pessoas físicas realizado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o crédito consignado (com débito em folha de pagamento) é uma das modalidades que mais crescem atualmente, já representando 16,1% dos empréstimos realizados por pessoas físicas.
Para analistas do setor financeiro, o crescimento está ligado às vantagens oferecidas como menor taxa de juros, facilidade no pagamento e segurança nas operações.
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